quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mude de opinião... quando quiser!



"It's times like these, you learn to live again...." (Times like these - Foo Fighters)

A vida é um constante aprendizado. Estamos o tempo todo conhecendo pessoas novas, coisas novas, mudando de opinião (ou não?).
Mudar de opinião não é sinônimo de falta de personalidade, falta de firmeza. Você tem o direito - e o dever - de observar os acontecimentos por outra ótica.
Eu sempre fui muito radical: "eu penso assim, eu sou assim, e dane-se. Não mudo". Idiotice. Muitas vezes eu percebia o que realmente importava nos fatos, mas não voltava atrás, para não contrariar o que eu disse antes. Repito: idiotice.

A qualidade da flexibilidade nos dá a liberdade (ade, ade, ade.. bleh, ficou horrível mas não consegui mudar as palavras) de mudar de opinião. Reconhecer que teve uma postura inadequada, uma visão limitada, e agora abriu-se para uma nova oportunidade com mais conhecimento dos fatos, das consequências, das vantagens e desvantagens, torna tudo mais leve.

Experimente.

Estamos o tempo todo aprendendo e ensinando... e mudando de opinião.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Jogo de Empurra


Esta é uma história sobre quatro pessoas:
TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.

Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria. QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM zangou-se porque entendeu que sua execução era responsabilidade de TODO MUNDO.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia executá-lo, mas NINGUÉM imaginou que ALGUÉM faria.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.


É muito mais fácil empurrar a responsabilidade para os outros, não? E depois? Quem assume a bucha?

domingo, 19 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Se fosse pra ficar na sombra, eu teria ficado em casa!


Há alguns meses, estive na praia. Verão intenso, muita gente se divertindo e, sentados na areia, um pouco adiante de mim, três pessoas conversavam animadamente.

Uma delas era um rapaz que, por conta de um detalhe, destoava da grande maioria ao redor: embora fosse por volta do meio dia e o calor estivesse escaldante, ele não estava se protegendo do sol.

A certa altura, aproximou-se o moço que alugava esse tipo de acessório e ofereceu:
- Você quer que eu lhe traga um guarda-sol?!?

E ele, muito à vontade na situação em que estava, respondeu quase que indignadamente:
- Meu caro, se fosse pra ficar na sombra, eu teria ficado em casa!

Num primeiro momento, tanto o tom da voz dele quanto a convicção de sua decisão em permanecer sob o sol soaram quase como uma piada para mim. Mas agora, depois de passado todo esse tempo, comecei a me dar conta de quantos diferentes significados aquela frase foi ganhando.

Passei a, repetidas vezes, não só me lembrar, como também a criar metáforas para a tal assertiva. Ficar na sombra é, na linguagem da psicologia, manter-se na inconsciência; é como aquela parte do iceberg que fica debaixo d’água, invisível aos navios, podendo provocar graves acidentes.

Ficar na sombra também quer dizer não se expor, não enfrentar determinada condição como ela é. E, no caso de lançar mão de um acessório para se proteger ou se esconder, é ainda uma estratégia para não ter de lidar com algo que pode estar incomodando, ainda mais se sua intensidade for grande.

Claro que, no caso real, é indiscutível que uso de protetor solar e do guarda-sol são extremamente indicados e benéficos à saúde; mas meu intuito não é julgar a escolha do rapaz e sim refletir sobre o impacto que a afirmação tão convicta dele me causou. Fez com que eu pensasse quantas vezes a gente prefere ficar mergulhado na sombra a sair de casa e ir à luta, ou dar a cara à tapa como diz o ditado popular.

Quantas vezes preferimos uma falsa segurança - ainda que escura e nebulosa - ao risco, à possibilidade de tentar. E - pior! - quantas vezes saímos de casa e, ao sentirmos o calor do sol, ou seja, a chance de viver plena e intensamente uma oportunidade que a vida nos apresenta, corremos em busca de uma sombra, assustados, inseguros.

Preferimos nos omitir a expressar o que pensamos, o que sentimos, o que queremos. E assim, de sombra em sombra, tentando nos esquivar da condição real, vamos perdendo chances incríveis de realizar um sonho, de ocupar um cargo há tempos desejado, de experimentar um amor, de desbravar o desconhecido e, enfim, de nos transformar numa pessoa melhor...

Talvez esteja aí a resposta para tantas atrocidades sendo cometidas, para tamanho mal-estar que tem rondado o planeta de um modo geral: muita sombra imposta sobre lugares, pessoas e situações onde poderia estar brilhando o sol. Muita escuridão onde poderia estar inundado de luz. Muita inconsciência onde bastaria um pouco mais de coragem, um pouco mais de disponibilidade ou simplesmente o exercício de nossa verdadeira humanidade.

Portanto, a conclusão a que chego quando me lembro daquela intrigante frase do rapaz da praia - Se fosse pra ficar na sombra, eu teria ficado em casa! - é a seguinte: que fechemos nossos guarda-sóis, que paremos de inventar tanta sombra para nos proteger ou nos esconder do que está aí para ser vivido... e que sejamos, deste modo, bem mais audaciosos quando o convite for para a vida, para o bem e para o amor!

O amanhã não existe, ele nunca chega. HOJE é o dia de ser feliz!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O amor é filme



(Cordel do Fogo Encantado)

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

Um belo dia a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se aboletar na gente tudo acabou bem,
Agora o que vem depois

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O Zoom in dá ré e sobem os créditos

O amor é filme e Deus espectador!

"- A gente devia ser como o pessoal do filme, poder cortar as partes chatas da vida, poder evitar certos acontecimentos!
Não é?!?!"

Atitude positiva


Evite uma atitude negativa perante a vida.
Por que baixar o olhar para os esgotos, quando há tanto encanto ao nosso redor?
Pode-se sempre achar alguma falha, mesmo nas maiores obras de arte, da música e da literatura. Mas não é bem melhor desfrutar seu encanto e esplendor?

A vida tem um lado claro e um lado escuro, pois o mundo da relatividade é composto de luz e sombras.
Se você deixar que os seus pensamentos se ocupem com a maldade, você se tornará feio.
Veja somente o bem em tudo, e você absorverá a qualidade da beleza.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Observando...


O metrô de São Paulo está cada dia mais infernal... sempre cheio, sempre parando, sempre abafado, sempre atrasado.

Como qualquer lugar a que se vá nesta cidade é longe demais, ele acaba sendo útil, de alguma forma. Ainda mais considerando que não tenho carro. Bem, mas se tivesse, o trânsito também é um sufoco à parte... enfim.

O fato é que, não tendo eu muitas alternativas, tenho que pegar o metrô todos os dias para ir trabalhar, para ir ao cursinho, para quase todos os lugares. E para tornar essa obrigação menos irritante, eu geralmente ouço meu mp3 ou leio um livro. Amo ler, mas no metrô prefiro a música... Assim eu me envolvo na letra, viajo nos meus pensamentos, acho a solução de alguns problemas, ou fico ainda mais confusa com eles... rs

Mas hoje de manhã, uma cena me chamou a atenção, entre tantas cenas, tantos acontecimentos.
Às vezes eu reparo algumas pessoas... suas expressões... e fico me perguntando o que será que passa pela cabeça delas. Será que têm problemas como eu tenho? Talvez mais, talvez menos.
Talvez estejam ansiosas para chegar em casa e abraçar seus familiares... Ou estejam pensando nas contas a pagar.

Mas hoje de manhã, um rapaz sentado ao meu lado chamou minha atenção.

Ele também estava ouvindo música com seu fone de ouvidos e fiquei deveras curiosa para saber o que ouvia. A expressão de seu rosto era comovente. Estava sério, de olhos fechados... mas não eram olhos fechados de sono, nem cansaço... e realmente viajava na música... E quando abriu os olhos, eles estavam consideravelmente úmidos. Vi que fez um esforço para segurar as lágrimas, em vão. Então deixou escorrer... sem ficar tímido, sem se importar se o estavam olhando, nem o que estariam pensando.

Lembrei de tantas vezes em que eu ouvi música pensando em alguém... e sem perceber estava triste por alguém que se foi... ou feliz por alguém que acabou de chegar...
Imagino que a pessoa nos pensamentos daquele rapaz era muito importante... mas só imaginei isso, porque sei a importância que as pessoas devem ter para cada um de nós. Alguns simplesmente esquecem de reparar nisso, e as perdem... Quando reparam, às vezes é tarde...

Mas eu sempre torço que as pessoas tenham oportunidade de recuperar o que perderam, de alguma forma.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ouvindo a voz interior


Sabe quando acontece de vir uma vontade que não sabemos de onde vem junto com uma certeza de algo? E quando a vida vai nos dando as pistas necessárias para que acreditemos ainda mais nessa sensação? Pois é, essas sensações são mensagens que nossa alma traz sobre nossas missões e caminhos para encontrarmos nossa felicidade.

Ao ver o filme “O Som do Coração”, fiquei impressionada ao perceber como temos cada vez mais exemplos de que nossa alma se comunica conosco o tempo todo. No filme, o menino sente que precisa fazer sua música porque, através dela, vai realizar seu objetivo. Sua mãe também sempre sentiu uma voz que lhe dizia que seu filho estava vivo, apesar de não haver nada concreto que comprovasse isso. Pois é, muitas vezes as pessoas demoram muito tempo de suas vidas para acreditar que essas sensações são verdadeiras. Afinal, não são algo palpável, não vêm de ninguém nem de nada externo à própria pessoa.

Ao nos deixarmos levar pelas sensações, nos permitimos observar que no meio das incertezas, das situações mais inusitadas, sempre há um aprendizado a ser entendido e absorvido por nós. Basta nos abrirmos a essas mensagens da alma.

Provavelmente você já vivenciou uma situação em que sua intuição, sua voz interior, já tinha passado informações a respeito deste acontecimento ou pessoa. Provavelmente, você não deu importância e achou que fosse coisa de sua cabeça, causada pela sua grande criatividade.


Nós não precisamos de muito para ser felizes e nos encontrar dentro de nós mesmos. Precisamos apenas nos permitir sentir a vida em nós, assim como seus fluxos de energia que fluem em nós.