segunda-feira, 29 de junho de 2009

Se fosse um vilão de cinema, você seria....



É, acho que respondi com sinceridade ao teste... rs

sexta-feira, 26 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

A trapaça


Há um homem solitário gritando “abrace-me”
Isso só porque ele é um abandonado
Se o guardião do tempo correr depressa
O homem não viverá muito!

Se ele tivesse tido tempo de contar todas as coisas que planejou
Com uma carta na manga, o que teria alcançado?
Isso não significa nada!

Observando um jogo de cartas rolando
Sentado na cadeira tocando violino
Vi o rosto do apostador se abrir numa risada
Quando ele jogou o Rei de Espadas

Mas o distribuidor das cartas só o encarou
"Tem algo errado aqui", ele pensou
O apostador amarrado caiu de joelhos
E morreu com um tiro

Ele só queria mais tempo
Longe daquela porta mais escura
Mas sua sorte se foi
Quando a luz da aurora chegou de manso
E ele se deitou no chão

Desde a Guerra dos Cem anos até a Criméia
Com uma lança e um mosquete e um arpão romano
A todos os homens que se mantiveram em pé sem medo
A serviço do Rei

Antes de você conhecer seu destino certifique-se de não forçar seu amor
Ele pode não estar por perto nunca mais

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Executiva


Crônica do Max Gehringer, achei formidável. Principalmente para refletirmos que é importante ter uma boa qualificação, ser competente, pró-ativo, e conseguir uma boa colocação na empresa. Mas não devemos colocar isso no topo das nossas necessidades nem ficarmos fanáticos, histéricos, ansiosos (isso serve pra mim)... porque no final das contas, isso tudo cai por terra mesmo... hehehe


A EXECUTIVA

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma
pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando
voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.

Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas
vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender
bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos
passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório,
porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida
para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui
está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?


- No céu.

- No céu???!!!...

- É.

- Tipo assim... o céu, CÉU...? Aquele com querubins voando e
coisas do gênero?


- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo
sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida
custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das
infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era
inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o
bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de
presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim? - tlec!
(...)
- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente,
imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o
próprio Pedro.

Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para
situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva
bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?

- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo
'executiva'?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima
autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas
técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo
tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição
hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe
fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo
e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes
oportunidades para dar um upgrade na produtivida de sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo,
não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem
aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão
gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma
anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho
implementando um simples programa de targets individuais
e avaliação de performance.

- Que interessante...

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização
e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de
perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???...!!!...???...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar
a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas
factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do
investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing
progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de
procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de
produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico,
por exemplo, me parece extremamente atrativo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que
nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração
atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os
fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega
para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O
desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.

- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for
trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever,
exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer
(Revista Exame)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Carpe Diem


Aproveite bem o seu dia.

Um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou negócios, num vôo da Air France, onde a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha pra morte no meio do Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer algo a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4.000m de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim.
Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido paa assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígio. Como se jamais tivessem existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações com a aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada 6 meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: Que continue infeliz com você , tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida pra que seu time seja campeão, o tesão que você sente pela estranha de ar triste. Suas noites de insônia, essa alergia respiratória que não te abandona, sua saudade do cigarro. Os planos de voltar a malhar, a grande quantia (nem sempre com saldo positivo) dos amores e ódios que você angariou e destilou pela vida, os pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda pra resolver assim que pudesse. Bastou um segundo pra que tudo isso fosse desligado. Clic! Pra que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que queima. Fim...

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada pra depois. Diga o que tem a dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Nem jogue seu lixo vizinho ou no ambiente. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Ria de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons.

Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. Só existe o hoje.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Post Repetido - Algum Tempo Depois

Este texto eu postei aqui no ano passado, mas devido à baixa popularidade do blog na época, não foi visitado por alguns de vocês. Eu gosto de rever as coisas que fiz, escrevi, relembrar alguns momentos para enxergar onde errei e onde posso me desculpar ou simplesmente esquecer e agir diferente da próxima vez.
Mas a razão mais importante de eu colocar o texto aqui novamente é porque fiquei intrigada ao lê-lo. Quando o escrevi, foi por uma razão especial, que depois se tornou completamente banal, e então veio outra razão especial, virou banal novamente, e agora denovo outra especial. E percebi como os ciclos na nossa vida se repetem... Nós encerramos uns ali, iniciam-se outros aqui, e embora as situações e personagens sejam diferentes, as sensações são quase sempre parecidas, mesmo que únicas. A verdade é que este texto escrito quase um ano atrás, poderia muito bem ter sido escrito agora, como se a situação que o gerou nunca tivesse existido e somente esta nova o tivesse suscitado. Confuso? É, até eu me confundi um pouco. Mas a real é: não dê tanta importância para o que te acontece, seja bom ou ruim. Amanhã ou depois tudo muda e você sempre esquece o passado, pra viver melhor o presente. Sempre teremos impressões que virão somente algum tempo depois...

Como sempre, eu escrevo demais... a introdução foi longa, mas segue o referido texto:

Algum tempo depois...

A vida tem seus caminhos tortuosos, complexos, por vezes desesperadores até.
E você se pergunta o por quê de certos acontecimentos, e se queixa tanto que perde umas pequenas alegrias que passaram por você e que teriam ajudado a amenizar a dor. Fica sempre focado no que gostaria que acontecesse, que esquece de viver o que de fato aconteceu. Ou ainda, esquece de tentar mudar o que está acontecendo. E quando você já se conformou com sua triste sina, acreditando que está fadado ao sofrimento, pois deve estar sendo punido por alguma coisa que fez e não se lembra.. esse é o pior momento, o fundo mais fundo do poço que você poderia chegar. Não enxergar que na estrada da vida existem inúmeras bifurcações, e que você pode escolher mudar o seu caminho a qualquer momento que desejar.
Então, você nem sabia, mas ainda restava um pontinho bem pequenininho de esperança lá num cantinho do seu inconsciente... Mas que para o universo esse pontinho tão pequenininho é imenso, se sua intenção é boa... É aí que tudo dá uma reviravolta... E aquilo que você julgava doloroso mas muito importante, e do que não conseguia nunca se desvencilhar, se desmancha no vento como que por milagre. E você passa a enxergar a vida sob uma nova perspectiva, mais alegre e colorida. Não porque se ache em um conto de fadas, não tem nada a ver. Mas porque você percebe quão ridículo e idiota foi acreditando que só existia um caminho pra você, no qual você estava infeliz mas conformado. Você percebe as muitas oportunidades que a vida te trouxe milhares de vezes e você desperdiçou. Mas melhor ainda, você percebe que mesmo você tendo desperdiçado, as alegrias resolveram bater novamente à sua porta e você resolveu atender.
E até mesmo as novas tribulações que você passar a partir de agora, devido ao aprendizado anterior, você saberá contornar com muito mais sabedoria...
E dane-se o que te causava tormento no passado.. a vida é bem melhor agora!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Uma visão diferente sobre a crise...

Recebi esse texto por email... e achei interessante colocar aqui. Porque é impressionante como as pessoas são demagogas, e "fingem" estar preocupadas com os problemas que assolam a humanidade. E eu estou incluída nesse 'grupo'. Não porque eu não me importe. Eu me importo, mas não há nada palpável que eu possa fazer. Eu faço a minha pequena parte, mas principalmente eu passei a reclamar menos da vida, e buscar melhorias, somente. Porque existem mesmo problemas muito mais complicados que os nossos. E essas pessoas nem reclamam tanto quanto nós. Por quê? Porque elas nem sequer conheceram a estrutura que nós conhecemos e sentimos muita dificuldade de nos separarmos dela. Não se sente falta daquilo que não conheceu. Essas pessoas suportam as dores muito melhor do que nós.

Observações muito interessantes!


Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.

"Vou fazer um slideshow para você.


Está preparado?


É comum, você já viu essas imagens antes.

Quem sabe até já se acostumou com elas.

Começa com aquelas crianças famintas da África.

Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.

Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras.

Gente faminta.

Gente pobre.

Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.

No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.

Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.

São imagens de miséria que comovem.

São imagens que criam plataformas de governo.

Criam ONGs.

Criam entidades.

Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá

Sensibiliza.

Ano após ano, discutiu-se o que fazer.

Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.

Resolver, capicce?

Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.

Não sei como calcularam este número.

Mas digamos que esteja subestimado.

Digamos que seja o dobro.

Ou o triplo.

Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.

Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse, se não, o que importa?

O nosso almoço tá garantido mesmo...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dom Quixote - Engenheiros do Hawaii



Sem tempo e humor (mau ou bom) para escrever por causa de uma enxaqueca infernal, sinusite e muito estudo e trabalho, vim apenas postar esta letra de uma música que adoro, com a qual me identifico, de uma banda que eu adoro. Se puderem e quiserem, ouçam. Ouvindo é mais fácil de captar a mensagem. Vocês já leram Dom Quixote de la Mancha? Se não, deveriam também.
Às vezes o que precisamos da vida são apenas devaneios. E acho que não faz mal a ninguém sonhar, não é mesmo? Feliz daquele que tem a cabeça nas nuvens e os pés no chão...

Abraços.

Dom Quixote – Engenheiros do Hawaii

Muito prazer, meu nome é Otário
vindo de outros tempos, mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário

Muito prazer, meu nome é Otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro-sangue puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra
vaidades que a terra um dia há de comer

Ás de espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário
muito prazer... me chamam de Otário

Por amor às causas perdidas

Tudo bem... até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
tudo bem... seja o que for
seja por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Tudo bem... até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
muito prazer... ao seu dispor, se for
por amor às causas perdidas

Por amor às causas perdidas