segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Qual a intensidade de tudo?


Hoje ao chegar em casa fui checar minhas mensagens, visitar meus blogs amigos, e o texto da Menina Misteriosa chamou minha atenção. Comentei outro dia como as nossas impressões são conectadas, pois eu me identifico com os textos dela, e ela com alguns meus. Mas este em especial, eu penso totalmente o contrário. Comecei a escrever o comentário no texto dela, mas para variar empolguei-me e ficou grande demais... Assim, resolvi criar um post-resposta-reflexão-impressão.


Ah, o texto da Menina Misteriosa é este (parem, leiam lá e depois voltem pra cá) : http://meninamisteriosa.wordpress.com/2009/08/03/descontrole/



Sinto que a vida só é vida se vivida plenamente. Pra que serve não se aprofundar nos acontecimentos, não se envolver, sentir tudo superficialmente só pelo medo de as coisas não sairem como se esperava?

Não consigo conceber isso. Claro que já sofri de monte, à toa, poderia não ter sofrido tanto... mas em outras circunstâncias em que saiu tudo bem, eu senti também com mais intensidade. Por que insistimos em não querer passar pelas situações ruins? Permito decepcionar-me, abalar-me, chorar até doer o abdômem e ficar com os olhos inchados... depois de lavar a alma levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima. E assim, consigo dar maior valor às pequenas coisas boas que a vida sempre traz!


Certa vez alguém disse para mim: "Vamos tentar para ver se dá certo. Só lhe peço pra não se envolver muito, pois não sei o que será."

Ri. Ri aberto.

Se eu não me envolver com a situação pela qual eu passo, eu não a vivo. Então para que passar por uma situação sem vivê-la? Melhor não passar, deixa para outro ser sem vida que passe.

Minha resposta à pessoa foi: "Desculpe, mas serei sincera. Irei me envolver sim, e não tenha medo disso. Envolver-me não significa que você deva corresponder. Sinta o que você quiser sentir, que eu sinto o que eu quiser sentir. Se não ficarmos juntos, arcarei com as consequências do meu sentimento. Sentirei, talvez lamentarei. Então seguirei minha vida normalmente, agarrando mais oportunidades que vierem."


De fato, em pouco tempo decidimos não ficar juntos. Decidimos, não. Eu decidi. Ele queria mas não queria... queria mas não tinha certeza do que queria. Então disse que: talvez um dia... quem sabe. Decidi que esse dia não haverá, eu não espero o amanhã. Esse dia, felizmente, agora já pertence a outra pessoa. Outra pessoa sem esse medo de viver.


Ah, e o que eu senti quando acabou aquilo a que eu estava me entregando ? Senti no primeiro dia, lamentei um pouco. Mas logo as circunstâncias mostraram-me que foi o melhor que poderia acontecer. Do contrário, não daria espaço para o novo... e mais sintonizado.


E então começa outro ciclo... e envolvo-me novamente... sem medo.


8 comentários:

Menina Misteriosa disse...

Ei, Sweet!
Seu comentário lá e seu texto aqui, como sempre, bons demais!
Mas continuamos na mesma sintonia.
Uma das mudanças que eu tive recentemente foi sair da sombra, me jogar, arriscar. E tenho feito isso de peito aberto e bem consciente. Posso dizer que não me arrependo.
O que eu disse lá é que eu quero aprender a não super valorizar um momento ou uma pessoa como se fossem os únicos ou os mais importantes. Viver intensamente sim. Mas sem desespero. Sem deixar ninguém de lado.
Mas a intensidade... ah, acho que esta aí não me abandona mais!
Beijos

Sweet Toxicant disse...

Linda, você está no caminho certo (ao meu ver)!
Vamos aos extremos... então encontramos o ponto de equilíbrio.
E a sensação de chegar lá... é fantástica!!
Beijinhos!

maria disse...

Não li o texto inspirador. Preguiça. Vou começar pelo seu mesmo.

En-volver significa "o todo", não? Tô errada? Maisoumenos não combina com envolver.

E prefiro me arrebentar tentando do que passar vontade. E de gente que prefere passar vontade, eu passo longe!

Altavolt disse...

Eita mulherada que adora se atirar de cabeça! rsrsrs Brincadeiras à parte, acho que o problema crucial da Menina Misteriosa é se dedicar demais a um único sentimento, esquecendo-se de todo o resto. Ela se atira como vc, Sweet, mas se atira irremediavelmente mais fundo. Até pra se jogar é preciso encontrar o equilíbrio, meninas! Senão acabamos nos ferindo muito nesse mundão véio sem porteiras! De qualquer forma, parabéns para as duas, pois estão no caminho certo da autocrítica e do auto-conhecimento. Beijos!

Menina Misteriosa disse...

Sweet, acho que estou sim... e a sensação já está sendo deliciosa!

Altavolt, você descreveu muito bem o que acontece... é isso aí! E obrigada!

Beijos pra vocês!

Fernando R. Silva disse...

Sempre me parece tão simples quando dizem isso, sobre sofrer e levantar poeira. Tenho tentado minha vida inteira, mas é sempre tão...impossível.

Tô passando por isso novamente, mas não acredito, ou melhor não gosto de crer na história do novo. Aliás, sendo incoerente, acredito, sim, que há o novo. Mais sintonizado e blá blá blá. Mas eu, eu mesmo, não queria que a chama apagasse, não queria o novo. Queria o antigo, o velho e bom de sempre.

Beijocas, Sweet.

Sweet Toxicant disse...

Fernando: é um exercício diário.. as experiências pessoais ajudam ou atrapalham isso hehe. Mas acredito que a base é escolher como quer que sua vida seja. Eu sou hiperativa demais para me conformar com uma vida linear, por isso as mudanças são quase lei para mim. Não foi fácil, mas eu consegui!

Beijos!!

∑S∑ disse...

quero um blog bonitão assim.