segunda-feira, 8 de junho de 2009

Uma visão diferente sobre a crise...

Recebi esse texto por email... e achei interessante colocar aqui. Porque é impressionante como as pessoas são demagogas, e "fingem" estar preocupadas com os problemas que assolam a humanidade. E eu estou incluída nesse 'grupo'. Não porque eu não me importe. Eu me importo, mas não há nada palpável que eu possa fazer. Eu faço a minha pequena parte, mas principalmente eu passei a reclamar menos da vida, e buscar melhorias, somente. Porque existem mesmo problemas muito mais complicados que os nossos. E essas pessoas nem reclamam tanto quanto nós. Por quê? Porque elas nem sequer conheceram a estrutura que nós conhecemos e sentimos muita dificuldade de nos separarmos dela. Não se sente falta daquilo que não conheceu. Essas pessoas suportam as dores muito melhor do que nós.

Observações muito interessantes!


Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.

"Vou fazer um slideshow para você.


Está preparado?


É comum, você já viu essas imagens antes.

Quem sabe até já se acostumou com elas.

Começa com aquelas crianças famintas da África.

Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.

Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras.

Gente faminta.

Gente pobre.

Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.

No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.

Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.

São imagens de miséria que comovem.

São imagens que criam plataformas de governo.

Criam ONGs.

Criam entidades.

Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá

Sensibiliza.

Ano após ano, discutiu-se o que fazer.

Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.

Resolver, capicce?

Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.

Não sei como calcularam este número.

Mas digamos que esteja subestimado.

Digamos que seja o dobro.

Ou o triplo.

Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.

Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse, se não, o que importa?

O nosso almoço tá garantido mesmo...

2 comentários:

Altavolt disse...

Cara Sweet, complementando seu post muito lúcido e verdadeiro, o Xico Sá escreveu algo próximo dessa linha no "Carapuceiro". Lá ele diz que é comum os cidadãos de "bens" se comoverem com a tragédia distante ou com a Susan Boyle. Eles só não se comovem nem um pingo com a tragédia do dia-a-dia, que se nos apresenta pelas esquinas e calçadas pelas quais passamos. É fácil e cômodo se comover com imagens e alegar impotência. Difícil é fazer a sua pequena parte, na área em que vc pode atuar. Como disse John Lennon: Pense globalmente, aja localmente! Grande beijo, gostei muito da sua contribuição por um mundo menos hipócrita e mais humano, bela!

Sweet Toxicant disse...

Alta: É isso aí, meu querido. Você captou a essência. Se cada um agir assim, as coisas melhoram.. Mas ainda é utopia acreditar que todos adiram... enquanto isso seguimos né! Bjks!