sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sonhos


Poupe uma pequena vela, guarde alguma luz para mim
Figuras à frente, em movimento entre as árvores
Pele branca em linho, perfume no pulso
E a lua cheia que fica suspensa
Sobre estes sonhos na névoa

Escuridão que paira, sombras onde estou parada
Procuro pelo tempo em um relógio sem ponteiros
Quero ver você claramente, chegue mais perto que isso...
Mas tudo de que me lembro são os sonhos na névoa

Estes sonhos continuam quando fecho meus olhos
Cada segundo da noite eu vivo outra vida
Estes sonhos que dormem quando faz frio lá fora
Cada momento em que estou acordada
Mais fora e longe estou...

Será primavera ou outono?
Ando sem um corte sequer através de parede de vidro
Mais fraca fica a minha visão...

A vela que seguro firme
E palavras que não têm forma
Estão caindo dos meus lábios...

Há algo lá fora, não consigo resistir
Preciso me esconder da dor
Há algo lá fora, não consigo resistir
A mais doce das canções é o silêncio
Isso eu tenho ouvido
Engraçado como os pés da gente, em sonhos
Nunca tocam o chão
Num bosque cheio de príncipes, a liberdade é um beijo
Mas o príncipe esconde seu rosto
Dos sonhos na névoa...

2 comentários:

minicontosperversos disse...

1) Legal vc dissecar o MCP; mas as moças de rodoviária eram vítimas; barraqueiras mas vítimas

2) linda inspiração esse poema; simbolista; é seu? e olha só quem fala, a moça misteriosa de óculos escuros escorchantes

Sweet Toxicant disse...

1) Eu não acredito em vítimas... todas as vítimas assim o são porque se permitem... tá, existem excessões claro... mas essa moças da rodoviária me intrigaram... hehehehe

2) Esse poema é um misto de uma música, meus anseios e decepções, meus sonhos e esperanças... aí virou este poema!

3) Parece que no final das contas, nós sempre acabamos encontrando em nosso caminho pessoas parecidas conosco né.. apenas não nos damos conta de imediato. De fato, o mistério sempre me atrai, não que eu o chame, ele me chama e eu vou ;o)