quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Amor

Um texto da Martha Medeiros que me fez lembrar de um ocorrido recente na minha vida...


O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos para você. Ou então fica arrasado porque não foi para praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para o norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole! O amor está em todos os lugares, você que não procurou direito... O amor é que nem uma sementinha que tem que ser acrescida de muito carinho, respeito e milhares de beijos para crescer forte e saudável. Pode-se perder uma pessoa num instante e algum tempo depois voltar a reencontrá-la, e saiba que se quizer pode recuperar todo o tempo que perderam, pois conquista-se todos os dias, e se o fez uma vez porque não poderá fazê-la novamente? A primeira lição está dada: O amor é onipresente. Agora a segunda: Mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista. Idealizar é sofrer ... Amar é surpreender ...

Autor: Martha Medeiros

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