sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Um caldinho...


... de por onde tenho andado!!

É só porque estou com muitas saudades de todos!!! Em breve estarei de volta... por enquanto estou aqui e ali... Aonde o vento me levar!

Férias podem durar uns 50 dias?? Please!! Hehehe!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Comunicado:



Pessoas, venho para fazer um comunicado:

Estou saindo em FÉRIAS!!!! Yupiii!!!

Não deixarei de conferir os blogs dos meus amigos, mas não garanto que movimentarei muito o meu...

A menos que apareça algo muito digno de compartilhar, mas certamente terei muito mais novidades quando eu retornar em novembro, ok?

Beijos a todos! Sentirei saudades, mas estarei curtindo!! Hihihi...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Texto: A PIPOCA - Rubem Alves


Recebi esse texto já faz bastante tempo. Hoje estava conversando com um amigo que está justamente passando por uma daquelas fases difíceis que todo mundo já passou ou vai passar na vida. Sabem quando ficamos em dúvida sobre tantas obrigações a cumprir, desejos a serem realizados e (ainda) não foram, e ficamos perdidos sem saber direito qual rumo tomar? Então me veio na lembrança esse texto, e gostaria de compartilhar com vocês.


A PIPOCA
Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Top 10 Cartões Vermelhos

Já faz um certo tempo, recebi uma lição de casa de dois grandes amigos dos blogs: Altavolt e Menina Misteriosa. Vinha ensaiando para concluir, pois as últimas semanas foram bem corridas, e a criatividade baixa.. hehehe! Mas, conforme prometido, aí vai: A idéia é listar 10 coisas ou situações que mais irritam, causam transtorno ou atrapalham nossa vida de alguma forma, e lhes atribuir cartões vermelhos.


Assim, aí vai o meu Top 10 Cartões vermelhos que não estão listados por ordem de importância nem preferência, nem qualquer ordem. Apenas são as 10 coisas que mais me incomodam atualmente.. hehehe


Grande beijo aos meus queridos e foi mal pela demora da lição de casa!


Top 10 Cartões Vermelhos


1 – Pessoas que se comprometem e não cumprem;

2 – Pessoas que só sabem reclamar da vida;

3 – O Metrô de São Paulo, que vive tendo problemas, causando transtorno na vida de milhares de cidadãos.

4 – As impressoras do departamento em que trabalho... São 3 e sempre 2 se revezam com problemas, causando um imenso gargalo no trabalho de 50 pessoas.. rs

5 – Atendentes de operadoras de telefonia fixa e móvel.

6 – Os motoboys... Não sei como é nas outras regiões, mas aqui em Sampa a situação é calamitosa e odiosa... Eles se acham os donos das ruas, do trânsito, da sua vontade, da sua localização, da sua vida. Um dia ainda abro a porta do carro quando ouvir uma buzininha me mandando encostar pra esquerda pra eles poderem costurar! Hahaha brincadeira, não faço isso... Mas fico mentalmente xingando o indivíduo e levanto o dedo que tem vontade própria, coisa que o nosso querido Altavolt já explicou muito bem aqui.

7 – O Banheiro do setor onde eu trabalho... São 2 cabines e 3 pias para 30 mulheres. Dá pra imaginar? Detalhe: A empresa é de grande porte.

8 – Todos os tipos de poluição das grandes cidades, especialmente aqui em São Paulo. Poluição visual (até que diminuiu um pouco), sonora, do ar, das águas, das ruas, das mentes.

9 – Discriminação social, cultural, ideológica, étnica...

10 – Vou encerrar dando um cartão vermelho pro estresse, pra vida corrida, pra falta de tempo... Justo agora que minhas férias estão se aproximando, meu subconsciente está percebendo e está fazendo meu corpo diminuir o ritmo antes do tempo... tenho que aguentar mais uns dias de trabalho ainda, por favor!! rsrs

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vício danado, essa delícia!



Responda sinceramente:

Você consegue olhar esta foto e não encher a boca de água e ter uma vontade súbita de comer chocolate?

Eu não sei quanto por cento da população é chocólatra, mas raramente ouço alguém dizer que não gosta de chocolate... Eu sou chocólatra... bem, era uma chocólatra em recuperação né.. Eu já tinha até vencido a ansiedade que me dava vontade de comer uma boa barra de chocolate, ao ponto de olhar uma imagem dessas e nem sentir nada...

Mas... eu abri uma pequena exceção, uns tempos atrás... Permiti-me comer apenas uma vez por semana (já que eu sou alérgica a chocolate). De uma vez por semana, passou para duas, três... E agora já me vejo novamente tendo aquelas vontades súbitas todos os dias!

Hoje foi o cúmulo: comi uma barra grande em menos de 30 minutos... coloquei aqui na gaveta da minha mesa e enquanto não acabava eu não conseguia parar de comer... rsrsrs

Ah, chocolate... Bendito mal-feitor que tanto me agrada!!! Sai daqui!!!

Não, não... vem pra cá, vem! Aaaahhh!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sutilezas (doces) da vida



E então novamente...
Nossos caminhos se cruzam,
Nossas palavras se correspondem,
Nossos olhares se encontram...

Não sou mais aquela menina de antes,
Nem você é mais aquele garotão
Apenas a essência permanece
Mas as peculiaridades, ah elas são tantas e diferentes...

Como eu poderia não amar você
Se sua alegria me contagia,
Se sua virilidade me atrai,
E sua proteção me conforta?

Surpreendi-me pensando em você noite passada
E então no sonho que se seguiu
Você apareceu e tomou minha mão entre as suas
Dizendo: seja minha hoje e sempre!

Ah mas que tolice pedir-me isso
Se já sou sua desde aqueles tempos
Em que adolescentes tentávamos fingir
Que não havia faíscas em nossos olhares

Se sua segurança me inspira
Se seu olhar me envolve
Se seu cheiro me inebria
Como eu poderia não amar você?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Bizarro!



Geralmente eu procuro entender qual a lição que há implícita em cada acontecimento da minha vida...

Ontem foi bizarro.
Levantei de manhã sonolenta, tomei o banho, me vesti, calcei os tênis e vim trabalhar... tudo no piloto automático. Porque acordar mesmo, eu só acordo depois que tomo o café aqui no serviço, olho meus emails e então começo a trabalhar.
O dia foi normal, eu diria... sem nenhum acontecimento extraordinário. Deveria ter ido para a academia após o trabalho, mas acho que exagerei no último treino e estava dolorida.
Assim, resolvi ir para casa, fiz algumas coisas comuns e então fui tomar banho para dormir.
Tirei o tênis do pé esquerdo... quando tirei o do pé direito... AAAHHHH! Pasmem: Uma barata grudada na minha meia!
Gente, uma barata!!! Ela esteve no meu pé o dia inteiro!!! Eu a matei abafada! QUE NOJO!
A maldita deve ter entrado no meu tênis de madrugada, e como eu me vesti sonolenta ligada no piloto automático, não vi...
Bem, a solução foi jogar a meia fora, porque eu tenho PAVOR de baratas e não conseguia nem olhar pra meia pra tirar a barata de lá... eca...
Hoje quando acordei, como ia usar os mesmos tênis, prestei muita atenção antes de calçá-los né! Bati umas 30 vezes no chão, e devo ter acordado o pessoal do apartamento de baixo... rs.

Bem, qual foi o aprendizado que tirei disso? Ah, que eu posso ser forte como for, possuir o conhecimento que for, ser dinâmica como for... mas ainda sucumbo a uma mísera barata nojenta!! Hahahaha!!!